segunda-feira, 6 de junho de 2011

100 ANOS DE ASSEMBLEIAS DE DEUS

Sinopse da História das Assembléias de Deus no Brasil
As Assembleias de Deus estão completando 100 anos no Brasil. Tudo começou com a vinda de dois missionários suecos que antes de chegarem ao Brasil visitaram o movimento de despertamento e avivamento espiritual da Rua Azuza em Los Angeles, EUA.  Daniel Berg e Gunnar Vingren atenderam a chamada missionária ao receberem uma revelação de Deus acerca do Pará. Porém, ambos não sabiam onde ficava. Ao pesquisarem no mapa descobriram que se tratava da região norte de nosso país. Obedecendo ao “ide” chegaram a terras brasileiras em 19 de novembro de 1910.
A princípio reuniram-se com as igrejas batistas aqui já instaladas, mas como traziam na bagagem a doutrina pentecostal do batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas e a atualidade da concessão de dons espirituais como nos tempos apostólicos, não demorou para que o Senhor Jesus começasse a batizar os membros daquela igreja que, não aceitando a nova doutrina, decidiram desligar da comunhão os crentes que se uniram aos missionários. Entre eles a irmã Celina Albuquerque, que na madrugada de 02 de junho de 1911 recebeu o batismo no Espírito Santo e falou em línguas conforme a promessa descrita no livro do profeta Joel 2 e seu cumprimento em Atos dos Apóstolos 2. Ela foi a primeira crente da igreja Batista de Belém a ser batizada. Logo outros foram batizados também. Um total de 13 membros deixou a igreja Batista em Belém do Pará para juntar-se aos missionários e fundarem em 18 de junho de 1911 a igreja Missão da Fé Apostólica.
Muitos estavam curiosos para conhecerem a nova doutrina. Houve rejeição por parte de alguns, mas muitos abraçaram a doutrina porque viam nas páginas da Bíblia a confirmação do que era pregado e ensinado pelos missionários estrangeiros. A essa altura as reuniões de oração que no início aconteciam na residência dos missionários, passaram à residência da irmã Celina de Albuquerque.
Reunidos na casa da irmã Celina, por sugestão de Gunnar Vingren, em 18 de janeiro de 1918, registrou-se a igreja Assembleia de Deus, nome que traz até hoje. Tendo origem no movimento pentecostal do início do século XX na América, as Assembleias de Deus do Brasil, cresceram nos moldes da igreja do Novo Testamento, onde os discípulos cheios do Espírito Santo levaram o Evangelho a todo o mundo.
Não muito tempo depois as Assembleias de Deus chegaram aos grandes centros urbanos das regiões Sul e Sudeste, como Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Em 1922 chegou ao Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, PA, em 1924, para a então capital da República.
Desde 1930, quando se realizou a primeira Convenção Geral dos pastores na cidade de Natal, RN, as Assembléias de Deus no Brasil passaram a ter autonomia interna, sendo administrada exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem, contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembléias de Deus dos EUA através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.
Em virtude de seu fenomenal crescimento, principalmente depois dos anos 90 com a criação e ação da chamada Década da Colheita, iniciativa das Assembléias de Deus, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, as autoridades religiosas e seculares despertaram para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante. Tal possibilidade se tornou ainda mais real com a divulgação entre o final de 2006 e início de 2007 por um instituto de pesquisa de que, com vinte milhões de fiéis, o Brasil é o maior país pentecostal do mundo.
Atualmente os mesmos institutos de pesquisa apontam para uma mudança no perfil evangélico brasileiro em todos os setores da sociedade por conta da ação do Evangelho. As Assembleias de Deus estão hoje em todas as camadas da sociedade, inclusive com representantes na esfera política do Congresso Nacional. Como agente de mudança não somente espiritual, vê-se a igreja agindo em grande escala em trabalhos sociais de grande envergadura e empenhada a mudar a face do nosso país a partir do Evangelho de Jesus Cristo, tendo templos em quase todas as cidades brasileiras.
As Assembleias de Deus chegam ao seu centenário como uma igreja forte, crescente e saudável, mantendo a pureza da doutrina pentecostal  e, desafiando os especialistas em crescimento de igreja, continua expandindo-se desta feita para além das fronteiras, realizando um extraordinário trabalho missionário, tendo obreiros em quase todos os países do globo.
A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), presidida pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, vem realizando no centenário das Assembleias de Deus solenidades cúlticas  em todas regiões do Brasil, preparando e conscientizando seus membros acerca importância da chegada dos missionários e da preservação da doutrina pentecostal em solo brasileiro.
Autor: Pr. Guedes
(Adaptado)
Fonte: CPAD, Wikipedia e Dicionário do Movimento Pentecostal

4 comentários:

Dic.Robinson Ribeiro disse...

A paz do Senhor Pr. Guedes.

Muito bom comentário referente aos 100 anos da Assembléia de Deus, mais uma coisa me deixou em duvida quando o Pastor relata sobre a pureza do movimento pentecostal, gostaria de saber, se possivel, se quando falamos de pureza estamos nos referindo a hoje, ou há 100 anos atráz quando Daniel e Gunnar fundaram a Assembléia de Deus.
Porque falar de pureza do movimento pentecostal hoje, em minha opinião seria um pouco dificil, o que vemos hoje dominando no meio pentescotal é uma teologia da prosperidade que ao invés de prosperar os fiéis, os levam a falencia a miséria e etc...
Não quero aqui generalizar pois sei muito bem que ainda em nosso meio existem homens verdadeiramente comprometidos com a verdade de Deus. Mais uma coisa é certa querido Pastor Guedes, se Daniel e Gunnar estivessem vivos com certeza estariam chorando de dor por ver a Assembléia que eles fundaram vivendo tempos tão escassos da palavra de Deus, e talvez eles até estejam se revirando no tumulo, e dizendo: não foi com esse objetivo que nós criamos a Assembléia de Deus.
O que mais me dói na alma é ver a igreja em que eu nasci dessa forma. O ano do centenário que era para impactar o Brasil com o ajuntamento de todos os lideres na festa de 100 anos um momento histórico na denominação, somos obrigados a conviver com rachas entre lideres que estão somente interessados em cédulas ao invés de almas. Mais que Deus tenha misericórdia deles..

Um forte abraço e a paz de Cristo.

Pastor Guedes disse...

Prezado Dic. Robinson Ribeiro,

A Paz do Senhor!

Agradeço por seu comentário e participação.

Desculpe por demorar a publicar seu comentário, mas é a correria que faz isso.

Primeiro, o texto não é meu, mas adaptado. Claro que quem adaptou sabia o que estava escrevendo...Então vejamos, quando falamos de pentecostalismo está inserido no contexto uma série de igrejas neopentecostais que não guardam a pureza da doutrina pentecostal. Porém, eu me referia exatamanete a isso que o Amado colocou em palavras. As Assembleias de Deus do Brasil são muitas e muitos ministérios, todavia, respondo pelas igrejas ligadas à Convenção Geral, da qual sou membro e ministro (pela graça de Deus). Mesmo não sendo perfeita e tendo problemas como todas as outras convenções, a igreja a qual me referia é aquela que não se dobrou ante dos apelos neopentecostais e nem aceita suas práticas desvirtuadas.

Forte Abraço.

Volte sempre. Você é sempre muito bem vindo!

Dic.Robinson Ribeiro disse...

Muito Grato pelas resposta Pr. Guedes, que Deus continue lhe abençoando sempre..

Att.
Dic. Robinson Ribeiro.

Pastor Guedes disse...

Querido Robison,

A Paz do Senhor!

Quero que Deus lhe abençoe mais.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!